inês milagres

eu

curriculum

2011||Novembro - Fio de Terra, projecto no espaço Electrícidade Estética, Caldas da Rainha

2011||Junho - Jantar no Jardim das Maravilhas, projecto em parceria com a equipa do Maratona

2011||Junho - Inauguração e Residência Artistica no Junho das Artes

2011||Maio - Pão com Todos para o Pão Nosso de Todos os dias e Casa Antero

2010||Novembro - Jantar de Outono para o Maratona

2010||Outubro - Projecto de food design para o projecto Migrações

2010||Setembro - início do projecto re-tree-ve com Sofia Trindade  

2009||Junho - Licenciada em design industrial pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha

2009||Março - Funda com Alexandre Castro o Moscardo, estrutura de desenvolvimento de projectos culturais

2008||2009 - Erasmus em Bolzano (Itália) na Free University of Bolzano

2008||Setembro - Participação na Exposição de Finalistas da esad.cr com os projectos: Banco Rodilha,
Tabuleiro, Meias da Avó Açaime Sorridente e Conserve India

 

áreas de projecto
|| actualmente o meu foco de projecto é o food design, tendo sempre como base o contexto social, cultural
e tradicional - valorização das raízes.
desenvolvo especialmente eventos personalizados, onde a comida é um elemento de satisfação de uma necessidade
básica mas essencialmente um elemento de comunicação e estimulação dos vários sentidos, pertendo criar
uma experiência sinestésica.
|| estou frequentemente envolvida em projectos culturais, especialmente desenvolvidos pela estrutura do MOSCARDO.
|| pontualmente desenvolvo projectos de produtos onde tenho como principal ponto de partida a ecologia
e as pessoas, a necessidade de ter em conta a morte do objecto no momento da sua criação para que tenha
uma vida harmonica e respeitando o meio onde nasce e vive.

áreas de interesse
|| cultura e tradição
|| agricultura, permacultura e culinária
|| ecologia
|| fotografia

projectos

comida

2011||fio de terra

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As interwebs e nossa relação com as redes sociais, funciona mais ou menos como
as moscas funcionam com os vidros. Os amigos, as pessoas que achamos interessantes,
estão ali... é só clicar, mas para que serve isso se não conseguimos criar sentimentos
em conjunto... quanto muito podemos partilhar o sentimento de um terceiro requentado
através de um video de youtube que nem sequer vamos ver ao mesmo tempo. E como se tal
não bastasse por ironia do destino, como as moscas, estamos aqui a olhar para o vidro, a tentar
criar um sentido para tudo isto...

A hipótese que a inês parece querer por, é que não há sentido para isso. Que sem precisarmos
de dar um sentido místico às coisas, precisamos de partilhar o espaço físico... cheirar o mundo,
cheirar os outros, criar interacções, para talvez com um bocadinho de sorte se nos abra uma pequena
janela no mundo do outro.

E no fundo penso que esta instalação é isso, é uma desculpa para juntar pessoas.

Já dizia um senhor da internet... «os objectos que criamos são tão relevantes quanto as conversas
que conseguem motivar».

 

|| projecto realizado à 17 de Novembro de 2011 no espaço Electricidade Estética

 

agradecimentos especiais

|| Alexandre Castro

|| Gonçalo Belo

|| Ivo Andrade

|| José Elói

|| Maria Milagres

|| Miguel Queirós

|| Patrícia Faustino

|| Vera Rita

 

fotografia

|| Elizabeth Gomes

|| Inês Milagres

|| Ivo Andrade

|| Patrícia Faustino

2011||jantar no jardim das maravilhas

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Um evento para festejar o aniversário do restaurante Maratona,

no belo parque da cidade de Caldas da Rainha. Onde a natureza

idílica e o imaginário do País das Maravilha de Lewis Caroll

valorizam os recantos magnificos do parque D. Carlos I.

Navegando para chegar ao mesmo sítio ou caminhando em direcção

a mundos desconhecidos entre uma panóplia de cores, cheiros e sabores,

onde a comida é servida suspensa em bolhas imaginárias, as bebidas

tem sabores inesperadas e a comida é um vulcão em erupção.

 

|| projecto com parceria com o restaurante Maratona

 

equipa

|| José Eloi

|| Rita Silvério

|| Rita Tomaz

|| Manuel Dias

|| Ricardo Ferreira

|| João Cabaço

|| Célia

|| Sofia

|| Fábio Costa

|| Sergio Dantas

|| Nuno Betencourt

 

fotografia

|| Alexandre Castro

|| Inês Milagres

2011||fitológica da batata

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A batata, a pobrezinha, tão torta, tão feiinha, vem da terra

empoeirada e acaba sempre por receber um papel secundário.
batatas servidas aos murros, batatas para acompanhar comida

de doentes, e batatas fritas em quantidade para quem um dia

deixará de ser saudável. Ou será que a simplicidade da batata

poderá ser o ponto de partida para a exploração de novos territórios?

sendo a batata um elemento predominante na produção agrícola

regional, tendo inclusivamente sido criada a tradição da Batatada*

surge assim a Fitológica da Batata a qual, é uma sistematização

culinária, talvez menos científica mas certamente mais gustativa,

dos papéis que este alimento regional  pode desempenhar na

paisagem de uma refeição.

 

um simbólico elogio que pretende não só mostrar este alimento

duma outra forma, como também transmitir uma outra noção do

panorama socio-cultural e alimentar.

 

* Batatada é um evento anual que se realiza no Pinhal após as

colheitas, onde os homens cozinham e oferecem batatas com

bacalhau a todos os participantes que levarem pratos e talheres.



|| texto de Alexandre Castro

agradecimentos especiais
|| Cristina Milagres
|| Alexandre Castro
|| Monica Landim
|| Teresa Perdigão
|| Nelson Melo
|| Raquel Arsénio

 


|| projecto desenhado para o evento Junho da Artes 2011 a convite

da curadora da edição — Carolina Rito

 

fotografia

|| Alexandre Castro

|| Sara Gaspar

2011||pão com todos

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Diz-se que para se aprender a apreciar um novo alimento

este deve ser comido pelo menos sete vezes e toda a

actividade culinária, mesmo que inconscientemente vive

neste equilíbrio de, por uma lado, trabalhar com  a tradição,

por outro procurar novos elementos, que criem o inesperado

e despertem os sentidos.


O projecto Pão com Todos, para o qual o Pão Nosso de todos

os dias e a Casa Antero têm o prazer de o convidar, foi exactamente

à procura das raízes culturais do pão, não só como elemento alimentar

mas essencialmente como objecto de profundo valor semântico, tanto

como  elemento aglutinador de comunidades (como no caso dos fornos

comunitários ou do moleiro que moi a farinha de toda a aldeia), como

também elemento de identidade (cunhos de família no pão, os pães
regionais e as receitas portuguesas de pão) procurando assim criar

novos produtos que equilibrem, de uma forma saudável, o tradicional

e o contemporâneo.

 


design de comunicação e textos

|| Alexandre Castro

 

fotografia

|| Sal Nunkachov

2010||jantar de outono

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«Propõe-se um jantar que reaviva a memória colectiva da reunião

em torno da fogueira, do cheiro do alecrim, do fumo e da erva doce.
Uma farândola de sabores onde de mãos dadas bailam o tradicional

e o sofisticado, valorizando o que de melhor nos dá a terra neste

época de Outono.»

 


|| Projecto para o Restaurante Maratona

2010||migrações

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um evento para festejar o momento migratório das aves e das pessoas.

Um acontecimento com intenções de juntar amigos e colegas que por aí

andam a esvoaçar e para dar uns petiscos à barriga e à mente.
«Do abrir das asas, ao voar daqui para fora, do golpe d’asa ao voo picado,

e da circum-navegação solitária ao voo em V, tudo estará em aberto à

exploração neste evento.»
este evento contou para além do momento de food design com as

seguintes instalações:

|| Re-tree-ve — Inês Milagres e Sofia Trindade
|| Espera — Miguel Lopes
|| Identidades — André Valério
|| Sem Título — Catarina Santos


agradecimentos
|| Cristina Milagres
|| Filipe Ribeiro
|| Cristina David
|| Lília Felizardo
|| Daniela Molar
|| Joana Nabais
|| Rui Mota
|| Joana Maciel
|| Pedro Agapito
|| João Marcão
|| Eunice Artur
|| Gustavo Maia
|| Mercearia Pena
|| Pão Nosso de Todos os Dias/Pachá
|| Seres

 

|| projecto desenvolvido com o MOSCARDO.

 

fotografia

|| Alexandre Castro

|| Inês Milagres

2009||há fruta que vale oiro!

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Um projecto de valorização da produção regional (Portugal,

região Oeste).
Porque comprar comida, na praça, é um acto extremamente social,

e cultural, é de grande relevância manter locais como a Praça da Fruta

(Caldas da Rainha), onde se respira humanidade, onde as pessoas sabem

onde foi produzido o que estão a levar para casa e onde tanto vendedores

como fregueses continuam a «ter nome próprio» e a serem peças essências

para a saúde social desta cidade.

 

Esta fruta e vegetais valem literalmente oiro/ouro!

produto

2010||re-tree-ve

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Re-tree-ve surge da palavra Retrieve que significa recuperar,

salvar, trazer de volta, restaurar.

 

Re-tree-ve trata-se de um trabalho experimental onde

a principal matéria prima é desperdício. (Começando

por utilizar desperdício de folha / laminado de madeira

proveniente da indústria de revestimento, mas tendo

intuito de desenvolver projectos com outras matérias).

A ideia é explorar! Explorar o material, perceber as suas

potencialidades, concebendo-o em diversas estruturas,

a abrangência das suas aplicações.

 

Parece-nos nítido que existe um grande potencial nos

chamados «restos de produção» provenientes do processo

industrial em causa, devido ao facto deste material não

perder a sua nobreza e beleza tão características, revelando-se

já à partida como uma mais valia à experimentação e concepção

de novos objectos.

 

Desta forma nasce uma oportunidade de projecto que tem

como principio tanto a minimização do impacto ambiental

da exploração deste recurso, como a comunicação e alerta

a esta problemática, utilizando os objectos como mediadores.

Contudo, consideramos que este projecto é apenas um «remendo»

para este problema demasiado enraizado na nossa sociedade.

Temos plena consciência que estamos aquém da resolução ideal

desta realidade, que no nosso ponto de vista passa por uma

reformulação do sistema traduzindo-se numa nova «Revolução Industrial».

 

Quando nos confrontamos com as questões relacionadas com

a industria e o ambiente ou a ecologia, percebemos que a questão

fulcral da sustentabilidade, directamente ligada com a exploração

dos recursos não se apresenta em boa figura. A quantidade de desperdício

gerado pela generalidade da indústria é disso prova.

 

Na verdade este tipo de projectos, pela sua atitude, alerta mais

do que resolve efectivamente, evidenciando esta faceta do já obsoleto

caminho desta velha forma de industrialização.

 

 

|| Projecto desenvolvido com Sofia Trindade

 

fotografia

|| Alexandre Castro

2009||traga o cesto à praça

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Um projecto de exploração com os feirantes e os fregueses

de alternativas ao saco de plástico que possam ser sustentáveis

tanto de um ponto de vista ecológico como económico.
Os fregueses foram também convidados a trazer a «cestinha da avó».


Projecto desenvolvido pelo MOSCARDO

2009||speaksfor.me

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Com intenção de tornar o desconforto menor, para que não haja

o sentimento de exclusão e descontextualização quando estamos

fora do nosso país, esta t-shirt, gravata ou vestido, fala por nós

[speaks for me], pois funciona como um dicionário de frase básicas

escritas tanto na língua mãe como na do país a visitar.
A sua utilização funciona também como um jogo facilitando a quebra

das barreiras linguísticas e culturais.

||projecto desenvolvido durante a licenciatura no período de Erasmus

 

Agradecimentos

|| Sara Gaspar

|| Pedro Cabeleira

 

2008||meias da avó

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Uma forma de perpetuar as histórias que a avó conta, aquelas que não
estão nos livros e que como não foram ilustradas, ainda têm espaço 
para ser mais imaginadas...
Estas meias produzidas pelas avós que podias ser as nossas, para além
de conformáveis e quentinhas são fantoches, ideais para brincadeiras
de pequeno e graúdos.

 

|| material

lã colorida

linha de algoão

 

|| embalagem

papel pardo

 

2008||tabuleiro de quadradinhos

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Inspirada na estética da pixel art esta manta pretende representar

paisagem naturais ou citadinas que servirão como tabuleiro de jogo.

Tem como principal objectivo promover momentos de brincadeira

entre país e filhos antes da hora de dormir ou até mesmo

em espaço de jardim.


Produto feito à mão. Inclui mala de transporte.

Projecto desenvolvido durante a licenciatura no âmbito da

disciplina de projecto final

 

materiais

|| sarga colorida

|| manta anti-alérgica

|| linha de algodão

|| fecho de plástico

 

fotografia

|| Eduarda Silva

2008||banco rodilha

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Uma inversão de sentido e de função, a rodilha que antes servia

para colocar sobre a cabeça para suportar o peso de alguidares

e cântaros, serve agora de banco para nos suportar a nós

quando nos sentamos no chão.



materiais
|| fita de viés de algodão
|| pedaços de tecido (interior)
|| manta de poliester

 

fotografia

|| Paulo Alves Fonseca

2008||conserve india

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Projecto desenvolvido em parceria com a Organização Não Governamental

(ONG) indiana Conserve India, a qual usa exclusivamente plásticos velhos,

como matéria prima. Depois de limpos e seleccionados, os sacos, são

submetidos a calor formando placas uniformes que darão origem a objectos

de uso pessoal:

malas, sapatos, pulseiras, fios entre outros.

As malas desenvolvidas por nós tinham, como principal objectivo,

para além da leveza e resistência, serem inovadoras e práticas,

através da não adição de outros materiais, o que não só optimiza

o seu método de produção mas facilita também o futuro processo

de reciclagem, já que não são criados materiais compostos.



Trabalho desenvolvido durante a licenciatura no âmbito

da disciplina de projecto IV com

|| Patrícia Mafra
|| Niklas Grouchoup
|| Diana Antunes


materiais
|| fita de viés de algodão
|| linha de algodão
|| sacos de plástico reutilizados
|| fechos de plásticos

2007|| 100 naperon

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100 naperon é um mesa sem naperon.

Um elogio ao detalhado e belo naperon de croché feito e e usado para

usar sobre as mesas e comodas.

Contudo está representado pelo simples, sereado e nivelado naperon

de papel que sobreposto forma o tampo de mesa pé de galo.

 

materiais

|| naperon de papel

|| pé de madeira natural

|| acabamento lacagem a preto

contactos

e-mail || inesmilagres@gmail.com

telemovel || +351 916 333 957

localização || Caldas da Rainha, Portugal