comida

2012 || workshops pais e filhos

Estes workshops, orientados por Inês Milagres, pretendem por um lado estimular a criatividade e a aprendizagem, e por outro fortalecer laços entre pais e filhos, através da criação em conjunto.

Rodando na esfera da alimentação e pegando em vários elementos, alguns do quotidiano, outros talvez nem tanto, pretende-se desenvolver o espírito crítico das crianças, fazê-las questionar o propósito óbvio e primeiro das coisas, e desvendar assim um outro mundo de possibilidades naquilo que as rodeia.

A criação com pais filhos e pais, pretende também estimular o que cada um tem de melhor para dar, as crianças, tendencialmente mais criativas e exploradoras, e os pais, mais conhecedores.
A Inês, está cá para por questões criar problemas, mas também para ajudar nas soluções.
//Texto de Alexandre Castro//
Temáticas a desenvolver no projecto
1º de onde vem a comida?
2º a que cheira e sabe a comida?
3º como são as formas da comida?
4º o que pode vir a ser a comida?
|| agradecimentos
José Eloi

 

2012 || jornada catianas

 

Projecto de catering para o evento – JORNADAS CANTIANAS – conferências a partir da obra de Paulo de Cantos.
Uma abordagem simples que se rege na simbiose entre a comida tradicional e a simplificação de apresentar a comida. Desconstrução e recriação de receitas que fazem parte do nosso imaginário popular – caldo verde.

|| Este evento foi produzido pelo Oporto -  constituído pelo artista Alexandre Estrela, em parceria com os designers e programadores associados António Gomes e Cláudia Castelo (aka Barabara says…).
————————————–
«O Oporto é um espaço independente, sem fins lucrativos, especializado na projecção de filme e vídeo experimental. As sessões têm lugar na antiga sede do Sindicato dos Marinheiros Mercantes, e apresentam uma peça única, nas melhores condições possíveis. A programação é lenta e invulgar, partindo tanto de cada peça, quanto da ideia geral de um ‘cadáver esquisito’.
Apoio: GAU – Gestão de Audiovisuais.»

|| equipa de Cozinha
Maria Milagres

|| fotografia
Adriana freire
Cláudia Castelo
Patrícia Maia

||agradecimentos
Alexandre Estrela
Alexandre Castro
António Gomes
Cláudia Castelo
Filipa Cordeiro

2011 || fio de terra

As interwebs e nossa relação com as redes sociais, funciona mais ou menos como as moscas funcionam com os vidros. Os amigos, as pessoas que achamos interessantes, estão ali… é só clicar, mas para que serve isso se não conseguimos criar sentimentos em conjunto… quanto muito podemos partilhar o sentimento de um terceiro requentado através de um video de youtube que nem sequer vamos ver ao mesmo tempo. E como se tal não bastasse por ironia do destino, como as moscas, estamos aqui a olhar para o vidro, a tentar criar um sentido para tudo isto…

A hipótese que a inês parece querer por, é que não há sentido para isso. Que sem precisarmos de dar um sentido místico às coisas, precisamos de partilhar o espaço físico… cheirar o mundo, cheirar os outros, criar interacções, para talvez com um bocadinho de sorte se nos abra uma pequena janela no mundo do outro.

E no fundo penso que esta instalação é isso, é uma desculpa para juntar pessoas.

Já dizia um senhor da internet… «os objectos que criamos são tão relevantes quanto as conversas que conseguem motivar».

|| projecto realizado à 17 de Novembro de 2011 no espaço Electricidade Estética

agradecimentos especiais

|| Alexandre Castro

|| Gonçalo Belo

|| Ivo Andrade

|| José Elói

|| Maria Milagres

|| Miguel Queirós

|| Patrícia Faustino

|| Vera Rita

fotografia

|| Elizabeth Gomes

|| Inês Milagres

|| Ivo Andrade

|| Patrícia Faustino

2011 || jantar no jardim das maravilhas

Um evento para festejar o aniversário do restaurante Maratona, no belo parque da cidade de Caldas da Rainha. Onde a natureza idílica e o imaginário do País das Maravilha de Lewis Caroll valorizam os recantos magnificos do parque D. Carlos I.

Navegando para chegar ao mesmo sítio ou caminhando em direcção a mundos desconhecidos entre uma panóplia de cores, cheiros e sabores, onde a comida é servida suspensa em bolhas imaginárias, as bebidas tem sabores inesperadas e a comida é um vulcão em erupção.

|| projecto com parceria com o restaurante Maratona

 

equipa

|| José Eloi

|| Rita Silvério

|| Rita Tomaz

|| Manuel Dias

|| Ricardo Ferreira

|| João Cabaço

|| Célia

|| Sofia

|| Fábio Costa

|| Sergio Dantas

|| Nuno Betencourt

 

fotografia

|| Alexandre Castro

|| Inês Milagres

2011 || fitológica da batata

A batata, a pobrezinha, tão torta, tão feiinha, vem da terra empoeirada e acaba sempre por receber um papel secundário.
batatas servidas aos murros, batatas para acompanhar comida de doentes, e batatas fritas em quantidade para quem um dia deixará de ser saudável. Ou será que a simplicidade da batata poderá ser o ponto de partida para a exploração de novos territórios?

Sendo a batata um elemento predominante na produção agrícola regional, tendo inclusivamente sido criada a tradição da Batatada* surge assim a Fitológica da Batata a qual, é uma sistematização culinária, talvez menos científica mas certamente mais gustativa, dos papéis que este alimento regional pode desempenhar na paisagem de uma refeição.

Um simbólico elogio que pretende não só mostrar este alimento duma outra forma, como também transmitir uma outra noção do panorama socio-cultural e alimentar.

* Batatada é um evento anual que se realiza no Pinhal após as colheitas, onde os homens cozinham e oferecem batatas com bacalhau a todos os participantes que levarem pratos e talheres.

|| texto de Alexandre Castro

agradecimentos especiais
|| Cristina Milagres
|| Alexandre Castro
|| Monica Landim
|| Teresa Perdigão
|| Nelson Melo
|| Raquel Arsénio
|| projecto desenhado para o evento Junho da Artes 2011 a convite

da curadora da edição — Carolina Rito

 

fotografia

|| Alexandre Castro

|| Sara Gaspar

2011 || pão com todos

 

Diz-se que para se aprender a apreciar um novo alimento este deve ser comido pelo menos sete vezes e toda a actividade culinária, mesmo que inconscientemente vive neste equilíbrio de, por uma lado, trabalhar com a tradição, por outro procurar novos elementos, que criem o inesperado e despertem os sentidos.

O projecto Pão com Todos, para o qual o Pão Nosso de todos os dias e a Casa Antero têm o prazer de o convidar, foi exactamente à procura das raízes culturais do pão, não só como elemento alimentar mas essencialmente como objecto de profundo valor semântico, tanto como elemento aglutinador de comunidades (como no caso dos fornos comunitários ou do moleiro que moi a farinha de toda a aldeia), como também elemento de identidade (cunhos de família no pão, os pães regionais e as receitas portuguesas de pão) procurando assim criar novos produtos que equilibrem, de uma forma saudável, o tradicional e o contemporâneo.

projecto desenvolvido para Casa Antero e Pão nosso de todos os dias.

design de comunicação e textos
|| Alexandre Castro

 

fotografia
|| Sal Nunkachov

2010 || jantar de outono

«Propõe-se um jantar que reaviva a memória colectiva da reunião
em torno da fogueira, do cheiro do alecrim, do fumo e da erva doce.
Uma farândola de sabores onde de mãos dadas bailam o tradicional
e o sofisticado, valorizando o que de melhor nos dá a terra neste
época de Outono.»

|| Projecto para o Restaurante Maratona

2010 || migrações

Um momento para festejar a migração das aves e das pessoas.
Um acontecimento com intenções de juntar amigos e colegas que por aí andam a esvoaçar e para dar uns petiscos à barriga e à mente.
«Do abrir das asas, ao voar daqui para fora, do golpe d’asa ao voo picado, e da circum-navegação solitária ao voo em V, tudo estará em aberto à exploração neste evento.»
este evento contou para além do momento de food design com as
seguintes instalações:

|| Re-tree-ve — Inês Milagres e Sofia Trindade

|| Espera — Miguel Lopes

|| Identidades — André Valério

|| Sem Título — Catarina Santos

 

agradecimentos

|| Cristina Milagres

|| Filipe Ribeiro

|| Cristina David

|| Lília Felizardo

|| Daniela Molar

|| Joana Nabais

|| Rui Mota

|| Joana Maciel

|| Pedro Agapito

|| João Marcão

|| Eunice Artur

|| Gustavo Maia

|| Mercearia Pena

|| Pão Nosso de Todos os Dias/Pachá

|| Seres

|| projecto desenvolvido com o MOSCARDO.

2009 || há fruta que vale oiro!

Um projecto de valorização da produção regional (Portugal, região Oeste).
 Porque comprar comida, na praça, é um acto extremamente social, e cultural, é de grande relevância manter locais como a Praça da Fruta (Caldas da Rainha), onde se respira humanidade, onde as pessoas sabem onde foi produzido o que estão a levar para casa e onde tanto vendedores como fregueses continuam a «ter nome próprio» e a serem peças essências para a saúde social desta cidade.

Esta fruta e vegetais valem literalmente oiro/ouro!

produto

2010 || re-tree-ve

Re-tree-ve surge da palavra Retrieve que significa recuperar, salvar, trazer de volta, restaurar.

Re-tree-ve trata-se de um trabalho experimental onde a principal matéria prima é desperdício. (Começando
por utilizar desperdício de folha / laminado de madeira proveniente da indústria de revestimento, mas tendo
intuito de desenvolver projectos com outras matérias). A ideia é explorar! Explorar o material, perceber as suas
potencialidades, concebendo-o em diversas estruturas, a abrangência das suas aplicações.

Parece-nos nítido que existe um grande potencial nos chamados «restos de produção» provenientes do processo
industrial em causa, devido ao facto deste material não perder a sua nobreza e beleza tão características, revelando-se
já à partida como uma mais valia à experimentação e concepção de novos objectos.

Desta forma nasce uma oportunidade de projecto que tem como principio tanto a minimização do impacto ambiental
da exploração deste recurso, como a comunicação e alerta a esta problemática, utilizando os objectos como mediadores.
Contudo, consideramos que este projecto é apenas um «remendo» para este problema demasiado enraizado na nossa sociedade.
Temos plena consciência que estamos aquém da resolução ideal desta realidade, que no nosso ponto de vista passa por uma
reformulação do sistema traduzindo-se numa nova «Revolução Industrial».

Quando nos confrontamos com as questões relacionadas com a industria e o ambiente ou a ecologia, percebemos que a questão
fulcral da sustentabilidade, directamente ligada com a exploração dos recursos não se apresenta em boa figura. A quantidade de desperdício gerado pela generalidade da indústria é disso prova.

Na verdade este tipo de projectos, pela sua atitude, alerta mais do que resolve efectivamente, evidenciando esta faceta do já obsoleto caminho desta velha forma de industrialização.

|| Projecto desenvolvido com Sofia Trindade

fotografia
|| Alexandre Castro

2009 || traga o cesto à praça

um projecto de exploração com os feirantes e os fregueses de alternativas ao saco de plástico que possam ser sustentáveis tanto de um ponto de vista ecológico como económico.
Os fregueses foram também convidados a trazer a «cestinha da avó».

|| Projecto desenvolvido pelo MOSCARDO
|| apoio Câmara Municipal das Caldas da Rainha
|| apoio ADJCR

2009 || speaksfor.me

Com intenção de tornar o desconforto menor, para que não haja o sentimento de exclusão e descontextualização quando estamos
fora do nosso país, esta t-shirt, gravata ou vestido, fala por nós [speaks for me], pois funciona como um dicionário de frase básicas
escritas tanto na língua mãe como na do país a visitar. 
A sua utilização funciona também como um jogo facilitando a quebra das barreiras linguísticas e culturais.

||projecto desenvolvido durante a licenciatura no período de Erasmus

agradecimentos
|| Sara Gaspar
|| Pedro Cabeleira

2008 || banco rodilha

Uma inversão de sentido e de função, a rodilha que antes servia para colocar sobre a cabeça para suportar o peso de alguidares
e cântaros, serve agora de banco para nos suportar a nós quando nos sentamos no chão.
materiais

|| fita de viés de algodão
|| pedaços de tecido (interior)
|| manta de poliester

fotografia
|| Paulo Alves Fonseca

2008 || tabuleiro de quadradinhos

Inspirada na estética da pixel art esta manta pretende representar paisagem naturais ou citadinas que servirão como tabuleiro de jogo. Tem como principal objectivo promover momentos de brincadeira entre país e filhos antes da hora de dormir ou até mesmo em espaço de jardim. 
Produto feito à mão. Inclui mala de transporte.

Projecto desenvolvido durante a licenciatura no âmbito da disciplina de projecto final

 

materiais
|| sarga colorida
|| manta anti-alérgica
|| linha de algodão
|| fecho de plástico

 

fotografia
|| Eduarda Silva

2008 || conserve india

Projecto desenvolvido em parceria com a Organização Não Governamental (ONG) indiana Conserve India, a qual usa exclusivamente plásticos velhos, como matéria prima. Depois de limpos e seleccionados, os sacos, são
submetidos a calor formando placas uniformes que darão origem a objectos de uso pessoal:
malas, sapatos, pulseiras, fios entre outros.

As malas desenvolvidas por nós tinham, como principal objectivo,
para além da leveza e resistência, serem inovadoras e práticas, através da não adição de outros materiais, o que não só optimiza
o seu método de produção mas facilita também o futuro processo de reciclagem, já que não são criados materiais compostos.

Trabalho desenvolvido em grupo, durante a licenciatura no âmbito da disciplina de projecto IV
, por:

|| Patrícia Mafra
|| Niklas Grouchoup
||Diana Antunes

 

materiais
|| fita de viés de algodão
|| linha de algodão 
|| sacos de plástico reutilizados
|| fechos de plásticos

2007 || 100 naperon

100 naperon é um mesa sem naperon.
Um elogio ao detalhado e belo naperon de croché feito e e usado para usar sobre as mesas e comodas.
Contudo está representado pelo simples, sereado e nivelado naperon de papel que sobreposto forma o tampo de mesa pé de galo.
materiais
|| naperon de papel
|| pé de madeira natural
|| acabamento lacagem a preto

projecto desenvolvido durante a licenciatura